Olho em redor, folheio a meia dúzia de folhas que tenho à minha frente e decifro a melodia que deixaste escondida em textos que outrora te escrevi. Como consegues? Crias-te a mais bonita melodia de amor e tu nem o o encontraste em nós. Avenida abaixo. Avenida acima. Lá vou eu. Mas que diferença fará o caminho que percorro se não o faço com os pés na terra e o coração em ti? Faltas tu e a velha mania de segurares o meu coração nas tuas mãos com o amor que dizias sentir. Prometeste que ficavas enquanto me escondia de ti e do que sentia naquele jardim com o cheiro da primavera do nosso amor. Mas as promessas viraram lembranças de noites escuras em que me deixaste. Na realidade, nunca deixamos que o nosso amor conhecesse a essência da real primavera. Quebrou-se numa manhã gelada de Inverno. E cá estou eu, pela milésima vez, na tentativa de arrancar as margaridas que plantaste no meu coração durante a primavera do nosso amor. Na tentativa de te arrancar de mim porque no fim de contas eu nem sei o que foi feito de ti só sei que eras perfeito em mim.
martinha

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