domingo, 31 de agosto de 2014

Cheia de nadas


Permanece difícil de retirar a agustia do choro constante. A saudade de coisas que nunca aconteceram mas que vivi com a mesma intensidade de sempre. Mais uma lágrima, mais duas. Que diferença fará?! As portas fecharam-se todas, as brisas acabaram. Mas quero constipar-me com o nosso amor. Quero as correntes de ar. Quero puder saber que se a porta esta aberta é porque ainda queres voltar. Mas agora não. Agora fechaste a porta e deixaste a chave como sempre pedi e porque eu quis. Agora que tenho o que sempre quis não o quero porque não te querendo eu quero de volta tudo o que era nosso. Tudo o que era ilusão. Quero puder esperar pela próxima vez em que vais voltar. Quero puder esperar pela próxima vez em que me vais deixar. Quero ter-te sem te ter. Quero sentir-te sem te tocar. Quero que sejas as brisas de todas as manhãs de Verão e que leves os nevoeiros do meu coração no Inverno. Quero sentir o sangue a correr-te nas veias, Quero ser o sangue que te corre nas veias. Quero ser-te. Quero que me sejas. Quero e só quero.

Vazia, martinha

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