Tenho a mão cheia dos medos do costume. Tenho a mão cheia de ti. Tenho a mão cheia da distância habitual. No silêncio das nossas vozes deixei de ouvir as certezas dos nossos olhares que em menos de 60 segundos se percebiam e retomavam à rotina agitada de cada dia. Sempre a contemplar cada novo traço. Sempre a procurar a solução para problemas resolvidos. E cá estou eu, mais uma vez, a escrever para que sejas a melodia da mais bonita das músicas que canto e que não fiques esquecido pela distância e vires a melodia de uma mera música de elevador. Espero que estejas mais calmo, que ao fim deste tempo possas ter-te encontrado em ti. Espero que seja possível voltarmos a procurar o 'nós' que foi deixado para trás para que um dia mais tarde estes nossos caminhos que se distanciaram se pudessem voltar a encontrar. Espero que a minha outra mão se possa encher de novas lembranças e de segredos, que guardados no silêncio da melodia da mais bonita das músicas, são nossos. Eternamente, nossos.
Com vontade de te ter, martinha
não poderia ter lido isto em melhor altura. medo é o que mais tenho neste momento.. esta muito bom
ResponderEliminarencantei-me com este blog. vou seguir!
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