quarta-feira, 18 de junho de 2014


Não faças barulho, não fujas já, dá-me uns meros minutos. Quero que te recordes de cada passo que dei contigo, quero que te recordes do som sincero de cada gargalhada que provoquei em ti, quero que pares e te lembres da voz que ficava por detrás de cada choro a murmurar que não te iria deixar. Fica calado e não oiças mais nada se não o que te pedi.
Estou assustada, estou a tremer constantemente por ires fugindo gradualmente e já não seres também a voz por detrás dos meus choros. Tenho medo que as promessas se tenham perdido no tempo com coisas mais importantes, talvez até com a tua felicidade. Tenho medo que te tenhas esquecido da noite que me prometeste. Tenho medo que não me voltes a deixar entrar depois de tudo. Tenho medo de deixar de te sentir. Tenho medo que já não haja maluquices nem ataques de menos lucidez pelas madrugadas que nos dávamos ao prazer de partilhar. Tenho medo de mim e de ti. Tenho medo de que possamos ter estragado tudo. Tenho medo de te perder.

Da tua maluca.

1 comentário:

  1. Espero que já não sintas esse medo. Que ainda o sintas contigo e que, acima de tudo, te sintas contigo própria. Desculpa a minha ausência, a vida nem sempre nos dá tempo para agarrar o que temos. E olha, estou aqui! É tudo o que te posso dizer e lamento não o puder dizer mais cedo!

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