quinta-feira, 16 de abril de 2015

Jardim


Voltas e voltas e acabo sempre no mesmo jardim. Volto sempre ao mesmo jardim como se o meu coração já não conhece-se outro destino que não este. De tantas vezes cá vir parar eu observo e observo, vezes e vezes sem conta, outra e outra vez e por mais que o vento sopre a sua força nunca é suficiente.
Com o tempo fui aprendendo que era a este jardim que pertencia. Este jardim imune a todas as tempestades e furacões. Este jardim que é cuidado com a maior minuciosidade. Um jardim em que dois jardineiros dão conta do recado. Um jardim em que a mais pequena das pétalas faz toda a diferença do mundo.
O tempo está sempre a nosso favor, passa mais um dia, mais dois, mais três e no fim de contas não importa os dias que passem mas o tempo que se faz sentir ao longo do tempo. Acertamos o relógio a cada batida do coração para que o tempo que se faça sentir, se faça sentir no tempo certo. Este tempo nunca mais acaba, nunca para, nunca tem falhas.
Está tudo a nosso favor, o jardim é completamente nosso mas não nos podemos sentar a vê-lo mudar porque estaríamos a entrega-lo ao destino. Vamos deixa-lo crescer, sem que a batida se altere, tudo a seu tempo, tudo no seu tempo. 

Voltas e voltas e acabo sempre no nosso amor, um amor que se tornou o nosso jardim...

Com amor, martinha

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