Estou assustada com a maneira como te escondes por detrás de toda a angústia que deixaram a teus pés. Uma angústia em que nem tu ainda conseguiste acreditar. Custa a querer que escondes esse sorriso por detrás das lágrimas que te vão molhando o rosto cansado de todas as noites em dilúvios. Foges de ti mesmo na esperança de encontrar alguém melhor, escondeste nela, no que ela te deixou e eu fecho os olhos de tão assustada que estou. Custa-me ver-te a derreteres-te em lágrimas e suspiros pela noite fora. Dói, magoa, corrói o meu coração ver o que ela destruiu no teu mas cá estou eu, sempre de mangas arregaçadas, mesmo no dia mais frio de Inverno, pronta para lutar contigo mais um dia, e mais outro, e até ao último dia que gerará o primeiro e assim vai sucessivamente. Eu por ti e tu por mim, de mão dada. De mãos entrelaçadas. De corações dados. De corações dados um para o outro. Eu por ti e tu por mim, da maneira que melhor sabemos.
Por ti valerá sempre a pena derreter, martinha

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