segunda-feira, 4 de janeiro de 2016


Um ano depois e a praia continua a mesma desde aquele dia. Quem diria? 365 dias depois e o outono é o mesmo do ano passado, ainda faltam as folhas nas árvores, o vento sopra-nos aos ouvidos e a água continua gelada. Um ano depois ainda há o amor que aquela praia viu crescer. Um amor para o qual duvido que exista vida que chegue.
Era terça-feira, dia 16. Uma terça-feira fria e ventosa, a praia estava calma, coisa que não era costume e tu estavas ao meu lado. Os teus olhos brilhavam quando me pediste que fosse tua para o resto da vida, ainda que a vida não nos chegasse para amar. Passou um ano e ainda há muito que amar.
Depois disso criámos a felicidade com as pontas dos nossos dedos e conseguimos que ela se mantivesse com o amor que lhe demos.
Hoje amo-te mais que ontem e menos que amanhã, como sempre te disse que ia ser. O desejo da tua pele fria na minha pele fria em busca do calor dos nossos corpos é permanente. Continuo a arrepiar-me consecutivamente sempre que me tocas. No fundo nada mudou exceto o amor, esse malandro cresceu e não encontra limites.
Acho, sinceramente, que a vida devia ser assim, de cortar a respiração, de perder o fôlego dia sim, dia sim, a amar incondicionalmente antes e depois de tudo, a desejar o toque, o cheiro, o sopro e o arrepio. E se a vida de todos não for assim, como te digo, quero, ao menos, que a nossa continue a sê-lo.
Por 365 dias eu te peço que fiques 365 anos porque a vida não nos chega para amar, por isso quero amar-te mesmo quando já não houver vida. Porque o amor, esse amor que vimos crescer na praia é maior que a vida, como nada nunca o foi.

Com um arrepio de amor na alma, Martinha.

Tua para sempre.

1 comentário:

  1. revejo-me nas tuas palavras, doce marta. está tão bonito - tal como é o amor, bonito e quente! um grande beijinho para ti

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